domingo, 7 de dezembro de 2014

Ao amor que nunca tive

Ao amor que nunca tive,
te dedico todas as frases bonitas de amor; as cartas café da manhã melosas; as manhãs doces e claro, o café da manhã servido na cama.
Ao amor que nunca tive te dedico as noites em claro; as contas de telefone e celular caríssimas; os jantares das sextas à noite, as sessões de cinema às quartas e as visitas inesperadas nas madrugadas de sábado para domingo.
Te dedico os milhões de beijos possíveis; os cafunés no cabelo, os beijos na nuca que tanto te desconsertam e as palavras de amor ditas nos momentos a sós.
Te dedico também todas as risadas pelos assuntos bobos que um dia iremos tratar; a seriedade nos momentos mais tortuosos, o ombro para você chorar quando necessário e o amor incondicional que te ajude a se manter em pé. E também, os meus sonhos em que você estará participando ávido e alegremente.

Igualmente vou te dedicar todas as minhas preocupações; os atrasos por não decidir a roupa ideal para te impressionar, o ciuminho bobo por te querer sempre perto e a vontade de segurar a sua mão nem que seja para ir na padaria da esquina comprar o pão.

E vou dedicar essa saudade toda que venho sentido desde que me dei conta de sua existência; a devoção com que tenho a você, e dedicarei também os erros que cometo durante essa caminhada para adquirir sabedoria suficiente para lidar com a vida e para te dar uma boa vinda e nunca um adeus.

Ao amor que nunca tive, te dedico com meu derrotado coração e simples alma o mais sincero "eu te amo"... e que assim seja para todo o sempre.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Resposta à carta da Moise


Moise, recebi sua carta.
A primeira coisa que fiz ao ler o teu recado foi chorar. Sei que mandei uma carta boa, mas o que me pediu para responder era complicado.

Moise, eu ainda não me curei totalmente.
Eu gostaria de tentar seguir em frente sem sentir nada, mas é complicado o deixar ir. Não convivo mais com a pessoa, faço de tudo para não vê-la… Também fiz a maluquice de me afastar de tudo e todos. Decidi que teria vida nova. Um drink à tal loucura, eu sei….  Não é nada tranquilo comemorar sem saber se isso dará algum resultado.

Moise, sobre uma nova tentativa, eu estava à procura.
São tantas exigências: que more perto, que tenha altura x, que tenha peso y, que seja A, B, C e etc. E não se é capaz de mover um dedo para fazer o mesmo.
É a comodidade da vida moderna que não dá coragem para que os outros tentem. Por quê não mudar de cidade? Por que não encarar uma viagem de bate-volta para ver a pessoa amada? Por quê não passar uma noite num lugar que ele/ela escolha?
Qual o problema de ela gostar de salgado e você de doce? Ou de ela gostar de música z e você da música k? E se ela gostar de Humanas e você de Exatas?

Moise, entende o que questiono - por quê tanta complicação? Eu sou maluco, eu sei. Sei que deveria pensar mais no que eu quero, mas nada disso faz muito sentido quando o coração para de bater quando você vê aquela pessoa.

E não… eu não estou com ninguém. Pela primeira vez acredite, não estou. Só comigo mesmo, juntando os caquinhos. Limpando os estilhaços. Remoldando-me.
Comprei roupas novas. Um chapéu preto que você iria adorar. Os tênis ficaram mais sociais. E as camisas agora aumentaram de quantidade. Cortei o cabelo também.
E agora peguei a mania de perambular pelas ruas, como a gente fazia quando eu morava mais perto de você.

Eu parei de procurar, Moise. Eu parei. Estou cuidando de mim.

Também comecei um emprego novo, com menos loucura e mais seriedade. Estou aprendendo a gostar. As pessoas são agradáveis. Dar bom dia para os desconhecidos é uma coisa um tanto rara hoje em dia. Saio sempre ao fim da tarde, e passo no café que tem ao lado do trabalho - tão agradável o ambiente. E com um estilo um tanto parisiense. Você amaria vir aqui.

Eu sei que estou fugindo do assunto principal… Moise, eu estarei sempre destruído quando me lembrar disso. Estou reunindo aos pouquinhos as forças que me restaram e seguindo. Eu vou ficar bem, de verdade…

Te adoro, Moise.

sábado, 8 de novembro de 2014

À pequena Moise






Grande apreço por ti tenho, Moise. Desde os tempos de conversas simples, preocupações de menos e bebedeiras em demasia. Moise, será que se lembra deles? É tão distante do que vivemos agora.

Espero que os dissabores da vida cotidiana não estejam lhe roubando o sorriso. Ser um indivíduo do mundo moderno exige mais do que fazer uma entrevista para ser capa de revista.
Espero que a insensibilidade dos corações vazios que perambulam essa cidade cinza não estejam apagando o fogo da vida que arde no seu. Manter um coração fluindo e batendo é uma questão de luta ( não deveria, nós bem sabemos disso - mas o mundo não acha, ele nos amadurece de qualquer forma).
Espero também que não esteja cancelando seus compromisso com a arte - detestaria saber que você desistiu de suas fotos e escritos. Moise, minha linda, a arte tem o poder de amenizar as dores mundanas...
Não se afaste dos seus amigos, Moise. A menos que eles não sejam mesmo aquelas pessoas que você sempre acreditou. Sabemos que  as pessoas se modificam conforme seus sentimentos. Mas há conformações que descobrimos muito tardiamente e isso dói.
Não saia gritando a torto e a direito as coisas - antes que te achem louca, menina. tem coisas que ninguém vai entender, por mais importante que elas sejam. Entendimento é uma coisa que se exercita vivendo e experimentando.
Ame, Moise. Ame muito, sem limites, sem regras de primeiro encontro ou negando fogo... Ame loucamente. Descaradamente. Ame puramente, com toda a intensidade ou sem nenhuma. Seja aberta ao novo.

Sem mais, um beijo na testa.
Um café na mesa.
E um muito obrigada, minha Moise, por tudo.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014






"Não há nada pior que não admitir o erro."

Por muito tempo, enquanto a raiva inconsequente me consumia, eu custei a admitir a culpa. Passava a viver na letargia e remoendo mágoas e que isso me fariam esquecer tudo - mas não foi muito legal.

Acabei consentindo com a verdade, aceitando que ela vem acompanhada de muita dilaceração de si mesmo. Que ela está lá, sempre - e que não deixa de te perseguir - mesmo que você não esteja mais onde cometeu o erro. E que independe de espaço, interação, tempo... Ela vai estar ali. Aceitei-a.

E foi doendo. Doendo.
Doendo...
Cortando...
Sangrando...

E fui também, cortando outros erros que eu colecionava: algumas realidades incabíveis, alguns projetos que não vingaram, algumas pessoas que nada me acrescentaram... E essa limpeza ainda continua, enquanto a verdade ainda fizer efeito. E sempre fará.

Conheci outros amigos, vivo outra realidade - mais dura, com bem menos sonhos e alegrias. A rotina é a companheira diária. As mensagens por celular não fazem tanta falta e ligações realmente são mais divertidas. Os passeios ficaram mais escassos, mas agora são mais valiosos: são por pessoas por quais eu me esforço para tê-las - e não menciono isso de forma negativa, muito pelo contrário: o que dou a elas, eu sinto receber de volta, de alguma forma.

Não reclamo tanto como antes; não consigo mais ser tão espontaneamente eufórica e as coisas agora continuam sendo ambíguas - porque eu adquiri um pouco mais de calma para melhor discerni-las. Falar? Somente se for o caso ou se a ocasião for mais descontraída.

Escuto mais, prendo a atenção nas coisas que antes eu nem sabia que existiam...

Em suma: estou me reerguendo devagar, ainda com mais tropeços do que degraus ultrapassados - mas, é um começo... doloroso, mas sim... um começo.

[ Mas ainda há caos dentro de mim...]

sexta-feira, 22 de agosto de 2014



Um olhar, uma miragem.

Eu te amo!

Uma foto, fala, um gesto...

Cara, eu te amo!

Eu sempre vou levar essa culpa comigo e sei que o tempo vai se encarregar de nos separar ainda mais. Não sei se pensa em mim depois de todo esse tempo, se um dia se perguntou sobre mim... Não espero isso de você, fique tranquilo.
Não espero mais nada das pessoas, apenas por respeitar mais o livre-arbítrio do que nunca.
Não vou ficar mentindo dizendo que não tentei com outras pessoas. Não vou mentir dizendo que te esqueci. Não vou ficar mentindo pra ninguém espalhando falsos “eu te amo”.

Ter te visto doeu. Doeu, sangrou, arregaçou qualquer estrutura que eu pensei que tinha aqui dentro.

Menti para o mundo para que ele não soubesse o real motivo da minha dor. Omiti isso sim, não acho que deveria ser assunto para qualquer um. O que eu sinto não é nada banal para que os outros tentem silenciar com palavras de conforto - que mais me parecem frases feitas agora. Ninguém quer se importar com o sofrimento alheio. E eu não espero isso de ninguém.

Quero te dizer apenas que ainda dói. Quero te dizer que vou fazer o impossível pra esquecer o que houve, para que isso não te prenda nas minhas lembranças e nem que me machuque para sempre. Quero dizer que não tenho muito amor a mim mesmo, que eu realmente não presto, mas amar é só uma vez. E eu já tive a minha. E obrigada, mesmo assim: por me partir ao meio, por me arrebentar... por ter me tornado humana.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014


Eu acho incrível quando alguém declara certa opinião no facebook - ou em qualquer rede social e o quanto dos mesmos curtem tal declaração.
Depois que o mundo foi se tornando cada vez mais individualista com esse tipo de tecnologia - é cada vez mais constante se deparar com certas declarações que te deixam realmente em dúvida se você conhece tal pessoa.

Vamos ao meu caso: dia desses, ao acessar o tal facebook, me deparei com a publicação de um amigo que sempre admirei, concordando com o que uma amiga dele havia dito que conversar com uma máquina programada é mais interessante do que com uma garota.
Enquanto me deparava com tal declaração, arregalados os olhos e engolindo em seco - pensei comigo mesma se algum dia eu conversei com ele mesmo ou com alguma máscara que ele usou... Por que realmente foi um choque e algo que eu jamais esperaria ver. Me senti mal - pensando mesmo que essa pessoa pode não ter sido a que eu conheci.

E tantas outras coisas, de outros amigos/colegas que eu já li e que me surpreenderam tanto quanto essa me fazem questionar se esse uso de rede social não tem se tornado invasivo demais ou se isso contribui para um escancaramento de verdades tão ácidas quanto o refrigerante do supermercado...

Então, continuei a me indagar, de forma que me reavaliei para saber se alguma vez caí nessa onda de "reação espontânea de verdadeirizar fatos" - uma forma pessoal mais eufêmica de dizer que "postei merda" na rede.  E claro que sempre descobrimos a própria falha  - e também pensei no quanto aquilo que eu falei pode ter ferido alguém algum dia - e se, o que eu disse tinha alguma argumentação plausível para validação - como num processo mesmo, não precisar ter o que validar? E assim como na maioria das vezes, as minhas estavam lotadas de inconsistências que me deixaram com vergonha de ter dito isto alguma vez na minha vida...

Por vezes - agora ainda mais, eu vou me por a pensar em como me expressar - sabendo que considerar o que o outro sente não seria censura - para alguns, talvez até possa ser - mas de que adiantaria ser cru demais? E eufemizar também não significa mascarar - é apenas a adoção de um bom senso que, para muitos, não custaria nada e não magoaria ninguém...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Sumiço


Sumi sim.

Mas sumi por não saber lidar com lembranças. Emoções são como objetos - tê-lo é possuí-los. As lembranças são como esses objetos emocionais que todo mundo tem - mas a partir do momento em que atribuo a eles a posse, se tornam infinitos dentro de mim.

Uma lembrança pode me ser um lugar, uma bebida, um papel ou fato do qual não pude me esquivar. Uma lembrança também pode me ser um corte, um perfume, uma marca qualquer - mas que me marque, de alguma forma.

E então começa a machucar, a partir do momento que percebo que meu esforço não serviu para nada. Começa a cortar fundo e liberar um cheiro ocre de raiva, talvez assim eu diria que seria a mágoa... E escorre um líquido transparente enquanto eu reluto (às vezes, também em vão) para estancar esse sangramento.

E aí começo a tratar o ferimento com novos sentimentos, na tentativa de fechá-lo de uma forma que nunca mais se abra. Mas demora, é um processo que a descrença naquilo que antes parecia límpido e irredutível. As inúmeras vezes em que em vez de me tratar, eu enfio com mais força meu dedos nessa ferida para buscar os erros. As aberturas são ainda maiores aqui. O sofrimento continua o mesmo (quando não se alastra como um câncer). Cada mágoa minha é uma doença que eu não sei se o tratamento é eficaz.

quinta-feira, 24 de julho de 2014


Desde aquele dia você tem me evitado.
Eu senti isso. E te disse - mas você me pediu para ficar tranquila, que isso não era nada de mais.

Não mente, sabe? Não pega bem e eu te conheço - ainda mais depois daquele dia.

Por quê não chega e me diz que acabou qualquer afeição que você poderia ter por mim? Ou que, simplesmente, quer um tempo? Não tá adiantando falar comigo aos pedaços - aos pouco, como se fosse por educação. Eu realmente não me importo com essa tal de educação - eu me importo com sentimentos.

E o que você sente? Me diz!

Será que lembrou mesmo que hoje era meu aniversário - ou apenas quando eu falei brincando que queria presente? 'Tá vendo, não pega bem sua cordialidade - eu não quero coisas secas ocupando o lugar das que são realmente relevantes.

Eu devo estar parecendo chata, não é? Mas você não sabe como é difícil estar escrevendo isso - que não exige o esforço de se expor pessoalmente, nem de ruborizar a face ou derramar lágrimas... na verdade, eu derramei muitas ao escrever isso pra você.

Cansei. Espero que algum dia você vivencie isso e entenda. Caso contrário, que apenas seja feliz.
Mas me esqueça.

(Ps: história fictícia - não foi uma que aconteceu comigo - diferente da maioria que se encontra neste blog)

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Desabafando...






Hoje não vai ser um texto fofinho, nem nada... mais um desabafo, na verdade. Eu me silencio nos meus textos, porque não há ninguém com quem eu converse e me ouça normalmente - sem jogar na minha cara que eu sou dramática, que é frescura, que eu sempre exagero.
Eu procuro ficar quieta. Porque não quero ouvir gente me julgando, sendo que eu só queria ouvir “tá, vai ficar tudo bem”. Não quero que me expliquem tudo - afinal, nem tudo tem resposta.
Tenho muitos amigos que não me significam nada e muitos que fazem muito para significar. Há uma coisa em cada um que faz com que uma pessoa se aproxime dele - e por algum motivo eu vejo que isso se esvai, muitas vezes. É uma desconstrução a cada dia. Eu penso nisso quando penteio o cabelo no banheiro, ou quando a banalidade não me atinge.
Eu penso nos meus amigos, na minha vida, na família que eu insisto em ter - mas que para eles as coisas banais são mais importantes do que entender os meus problemas. Penso na minha faculdade. Nas pessoas que eu amo. Naquilo que eu quero destruir em mim.
E vejo que é quase tudo que eu não quero mais.
Eu vejo que são letras e palavras que me confortam. Que eu vivo escrevendo pra gente que não gosta de me ler. Que o meu esforço em ser sincera é visto muitas vezes como grosseria.
Então eu me calo, mais uma vez. Enquanto eu explodo por dentro, querendo destruir tudo o que eu sinto, no mundo físico eu estou calada. Quieta. Intangível. Não parece que eu estou vivendo.
Sobrevivendo, talvez? Talvez.
Eu comemoro coisas simples sem parecer muito empolgada. Eu choro muitas coisas sem parecer que eu esteja mesmo sofrendo. Eu seguro muita coisa quando eu queria mesmo era deixá-las explodir. Eu interpreto a minha própria vida, enquanto eu ouço os mais importantes na minha cabeça.

Não, não interpretem esse texto como pedido de ajuda. Não cometam o erro da insensibilidade. Aqui é apenas um desabafo, alguém que queria apenas cuspir o que vem engolindo a dias. A meses.
Enquanto eu escrevo, eu choro por dentro, de alívio.
Obrigada, por me ler. Apenas.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Um pedido de desculpas


Desculpa, por favor?

Sei que fui mega precipitada e te assustei. Por favor, não suma. Não deixe de me mandar um oi ou responder os meus de forma gelada.

Por favor, seja compreensível - tanto quanto eu já sei que já é. Sei que já viveu na minha idade e que as coisas parecem tão intensas agora. Vem viver essa intensidade toda, estampe um sorriso quando estiver comigo. Vamos respirar o ar e depois soltar, como dois bobos e rir caso isso faça algum barulho estranho. Ou aperte minhas bochechas quando eu as encher de ar - e você rirá com o barulho que isso vai fazer quando eu soltar o ar.

Me liga de madrugada. Me faça sair em plena hora de voltar para casa. Me faça ouvir sermões dos quais não me arrependeria de ouvir. Olhe para mim quando eu chegar descabelada por ter me atrasado, e sorria. Ou bagunce mais o meu cabelo.

Me faz ir na loja onde você trabalha pra tomar café e me mate de vergonha ao ficar me olhando. Me deixe na vontade de lhe dar um beijo quando a loja estiver mais movimentada - como naquelas cenas de filme.

Mas me corrija também - porque eu sei que posso machucar, como todo ser é capaz. Não seja negligente comigo - assim como eu não seria contigo.

E me vicie tanto quanto já me viciei em você...

Me desculpa? Eu te adoro.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Oportunismo Amoroso - o que pode piorar após um pé-na-bunda




Dia desses, eu me deparei com a seguinte situação: levei um "fora".

O duro é que nesse momento de fossa, pessoas tendem a se aproximar de seus amigos - e como se não bastasse, as curiosidade humana não se limita a questionar sobre o término do namoro. Papo vai, papo vem - e em questão de dias; você arranja um confidente, amigo e essas coisas. E essa pessoa quer sair com você! Ou quando você se deparar, já está de namoro novo...
Já te aconteceu isso? Por muito tempo, eu pensei que, se isso me acontecesse, iria ser bom - porque eu já teria aceitado o fim e estaria pronta para outra.
Aconteceu-me que, estar pronta e aceitar um fim são coisas tremendamente distintas e bem separadas uma da outra. Dessa vez, eu tinha aceitado o fim, mas não estava pronta para outra história de amor. O que me fez olhar mais ceticamente para os outros a minha volta e perceber que vivemos rodeados por "oportunistas amorosos".

Estranho o termo, né? Mas estranhe alguém que se aproxima de você apenas quando você está em dor - principalmente se você não conhece a pessoa ou muito pouco falou com a mesma no passado. Claro, não leve a níveis severos - amigos bons também costumam surgir nesses tempos de trevas. Porém, prudência é sempre bom.

Oportunistas amorosos costumam serem doces, fáceis de se aproximar. Têm uma fala mansa, parecem serem os únicos que te compreendem no momento  da dor - mas, para quem usa disso para flertar com outrem, é claro que vão te entender. E vão te dar todo o apoio possível. Vão te encher de elogios, vão difamar até em última instância o seu (sua) ex, vão te fazer odiar o teu passado e querer algo novo com uma rapidez assustadora.

Ah, claro que você vai questionar e me dizer "a fila anda, né?".
E os seus sentimentos, eles andam?

Os oportunistas amorosos geralmente já tiveram vários casos - inclusive com as meninas (meninos) da turma que frequentam - e isso você descobre com uma rapidez surreal. E isso te faz cair na ideia de ser mais um nome na lista - pior que, na real : é exatamente isso mesmo que você é.

Oportunistas amorosos não terão muita paciência com o seu estado "fossa". Isso os irrita: é ameaçador sua caça estar seduzida por outro caçador... se é que me entende. Seus sentimentos são a pior arma - e eles, farão de tudo para te desarmar.

É de assustar, né? Um pouco Também me doeu quando aprendi a lição. E a verdade veio - no meu caso - do maior inimigo físico de um oportunista: o meu ex, que eu ainda amava.
Às vezes, relações de amizade com antigos amores não são tão cruéis assim. São boas, significam que você  superou o passado - e mais, que se tornou íntima dele, que pode encarar sem problemas os seus erros.

Então, para finalizar, te peço uma coisa: seja muito cuidadoso consigo - você é a pessoa que mais importa no seu mundo.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ensaio sobre ele

Tá, ele é loiro. Não muito alto. Pele branca, macia, com algumas pintas. Ah claro, é alguém tão comum... Tão comum que para mim se tornou tremendamente apaixonante.

Ele tem um jeito todo cético de pensar, um jeito todo dele de analisar as coisas mundanas e não-mundanas. Ah, claro! Como poderia esquecer do sorriso fácil - e do hálito corriqueiro de café.

Também tinha a cara de sono... tão bonita! Principalmente quando eu te via na penumbra das noites. Como eu era feliz ao lembrar que na noite eu te encontraria! Trocava a tranquilidade pela inquietude de pensar como eu te veria, como eu conversaria, como te falaria as coisas... Eu sei como eu era feliz com isso. O quanto eu era feliz com isso!

Mas tinha tanta coisa, além disso, que eu admirava: tua determinação em ser justo, tua força de vontade, teus sonhos, tua confusão... tua humanidade! Eu também gostava do teu cantinho - mesmo desarrumadinho, era confortável e tinha tanto de você - não porque você era o dono, mas aquele lugar evidenciava muito de tua personalidade.

Já te contei do quanto eu gostava de te admirar? Seja entretido com seus games, seja tentando organizar algo, seja apenas enquanto tirava o cabelo do teu belo rosto... era tão bonito!
Mas como tudo nessa vida não é perfeito - tu também tinha defeitos. Mas eu não me importava, nem um pouco. Eu acreditava em você o bastante para me adaptar aos empecilhos.

E acabou. Infelizmente só me sobrou lembranças emocionais - piores que as físicas. Porém, não me arrependo. De ti não me arrependo... me arrependo de mim mesma por ter errado tanto contigo. Mas deixe, essa culpa eu levarei comigo... porém, de ti eu nunca me arrependerei.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Desculpa



Eu não consigo escrever nada!
Culpa tua, rapaz!

Desde que, a gente... se separou! Ah, a culpa foi toda minha - eu assumo!
Acordar e saber que não poderei ter a dádiva de olhar nos teus olhos, compartilhar de tuas ideias... pedir por teus beijos.... AH! Perdoe-me, por favor!
Tudo bem, eu sei o quanto você sofreu com os meus erros - e sei, meu amor, o quanto você está no teu direito. E te imploro para que me diga quando sentir algo e que esclareça comigo, Bem, sei o quanto a dúvida nos atormenta quando não sanada no tempo certo.
Agora, estando longe de ti, não creia que eu não quero agir e te ver - pensamento bobo, caso o tenha. Eu só estou pensando na forma menos dolorosa para ti - mesmo que minha vontade seja de correr pelas ruas da cidade gritando teu nome e as declarações que insisto em criá-las para ti.

Não consigo falar de amor sem lembrar da sua pessoa. E assim, vou vivendo recontando as histórias que, um dia, eu pensei em vivê-las com você.

Não, não há problema algum caso você não deseja mais saber de mim. Não há problema algum caso você esteja tentando ou conseguiu me esquecer. 

E não, pare de uma vez por toda de pensar que estou me portando como vítima - a verdade é que eu estou sendo dura comigo mesma.

Agora, não tenha pena de mim, já que você mesmo aprontou minha arrogância e infantilidade - bem como a forma como eu te tratava também foi questionado por você...
Mas agora não há volta, não há como mudar o nosso passado quando um dos lados não concorda em deixar o passado quieto. Não, eu não estou acusando você, meu amor. Mas eu não sei como me tornar melhor para ti.... Talvez o tempo dê cabo de nós dois.
Talvez não... talvez nunca.

Aparentemente





Eu vejo máscaras. Em todas os cantos, avenidas, casas.... Eu vejo tantas aparências que, vez em quando, me pego acreditando que pessoas não são reais.
Quando alguém é legal comigo, eu desconfio. Nada contra, porém, para alguém que cresceu ouvindo que não valia nada e sobrevivendo (emocionalmente) sozinha, um chamego não me é muito convidativo.
Ver alguém sendo gentil, me dá dó por saber que vai sofrer tanto depois.
Que irá chorar por mal-entendidos. Que irá se aborrecer por não ser acreditado. E no fim, vai desistir de manter uma relação com outro.
Logo a vida se encarregará de separá-los para sempre. E cada um sofrerá com arrependimentos e mágoas. Mas por quê? Porque sempre há algo falso, omitido.

Aparências, aparências.... não deveriam ser tão hedonistas.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O não entender de mim





Quando eu penso nas coisas que as pessoas nunca entenderam em mim, eu percebo que a lista é grande.

Que eu gosto de socializar - mas, uma hora cansa e eu volto para os meus livros...
Que eu adoraria ter nascido num mundo menos frescurento e mais engraçado....
Que meus melhores amigos são homossexuais e eu tenho um grande orgulho disso...
Que eu gostaria de passar menos tempo num salão de beleza e mais tempo com quem eu amo...
Que eu prezo pela inteligência...
Que eu detesto rosa! E gosto de azul.
Que eu amava brincar com bola. E não entendia a necessidade de brincar com bonecas....
 E etc... etc... e mais et ceteras!

E aí, quanto mais vejo que o que tenho em "não comum", eu vejo que preciso sorrir por não ser normal... Porque, como diria o famoso seu Madruga:
 "[...]de médico e louco, todo mundo tem um pouco!"